PUC-Rio terá, enfim, graduação em Medicina
Christiano Barbosa 06/03/2026 19:04 - Atualizado em 06/03/2026 19:23
Foto: Alan Costa / SME
Foi assinada hoje, no Rio, na presença do presidente Lula, do prefeito Eduardo Paes e do ministro da Educação Camilo Santana, a habilitação da PUC-Rio para, enfim, a criação da sua graduação em Medicina. Era a única das 7 PUCs (Pontifícia Universidade Católica) no Brasil que ainda não tinha Medicina.
A expectativa do reitor da PUC-Rio, Padre Anderson Antonio Pedroso, é que a visita do MEC (Ministério da Educação) às instalações da universidade aconteça no início do próximo semestre. A previsão é de que o primeiro vestibular para Medicina seja realizado no fim deste ano com inicio das aulas já em 2027.
O interesse da PUC-Rio é de abertura de 106 vagas para Medicina, reinvidicada há 10 anos pela universidade. Os futuros alunos da instituição farão a residência médica nos hospitais Ronaldo Gazolla, em Acari, na Zona Norte, e Miguel Couto, no Leblon.
D'Or - Além da PUC-Rio, o Instituto D'Or, da Rede D'Or, também recebeu a habilitação para sua graduação em Medicina. Ela funcionará em sua sede em Botafogo, com aulas práticas no Hospital Glória D'Or e em outras unidades da Rede D'Or São Luiz.
Campos - A Medicina é a menina dos olhos da imensa maioria dos estudantes de ensino médio em Campos da rede privada, em especial os oriundos das classes sociais de maior poder aquisitivo, em virtude da escassez de oportunidades em muitas áreas no município e com objetivo em uma boa remuneração média, mais pelo passado do que pelo presente e, especialmente, o futuro.
O estado do Rio tem ótimas universidades públicas, onde passar para Medicina hoje em dia é uma missão quase impossível e que pode levar anos, mas é carente de boas universidades particulares com gradução em Medicina.
Caça-níqueis - Na esteira da ampliação das faculdades de medicina no país nos governos petistas, que visavam, em tese, melhorar a relação médico por habitante, mas não tiveram o devido critério, inúmeras faculdades particulares surgiram, com baixa qualificação e cursos questionáveis, muitas delas se instalando no interior do estado, algumas próximas de Campos, no noroeste do estado.
No Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) essas faculdades, destino de muitos estudantes campistas, tiveram desempenho medíocre, com nota 2, insatisfatória, e receberão sanções do MEC. É bem verdade que até a Faculdade de Medicina de Campos, sempre bem avaliada e com bom conceito, também não foi bem no Enamed, embora seja um ponto fora de sua curva.
Com preços de mensalidade ultrapassando os R$ 10 mil mensais, essas faculdades consomem recursos de diversas famílias campistas, sem entregar uma formação compatível, o que poderá impactar na empregabilidade futura dos formandos, em um mercado que estará mais saturado que já está hoje. O alto investimento, que pode chegar a até R$ 1 milhão por aluno, pode não ser recompensado.
Esperança - O início da PUC-Rio e também do Instituto D'Or na graduação em Medicina felizmente trará opções de qualidade na rede particular e certamente irá impactar este mercado.

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