Saulo Pessanha
20/04/2023 07:35 - Atualizado em 20/04/2023 07:35
O aceno de que a recuperação do prédio da Lyra de Appolo deve ser prioridade nos planos do governo Wladimir Garotinho, em novas obras de revitalização do centro da cidade, ainda não aconteceu. Mas está dando o que falar nos meios acadêmicos.
É que a Prefeitura propôs, não agora, mas lá atrás, à Lyra de Appolo, a oferta de recuperação de sua sede do incêndio que sofreu em 1990, em troca de ocupação do prédio. A corporação musical ficaria somente com uma pequena sala de todo o imóvel.
O maestro Ricardo de Azevedo, presidente da corporação, recusou. A sua atitude foi correta ante a indecorosa proposta. O que não se sabe é de qual governo partiu a oferta em reduzir as atividades da Lyra a uma salinha em sua própria sede.
Ressalte-se que, sem contar com a colaboração do poder público, a diretoria da Lyra do Appolo vai fazendo reparos na sede. O trabalho já demanda cerca de 10 anos. O próximo passo é o emboço da fachada do prédio.
É verdade que o governo municipal ainda pode fazer muito pela Lyra. Mas o que não seria correto é arrematar a obra para colher os louros da recuperação. Se é para ajudar, que os serviços sejam feitos agora.