Samba, teatro e reflexão do ser mulher em evento neste sábado do movimento Negritude Plena
Dora Paula Paes 06/03/2026 12:43 - Atualizado em 06/03/2026 12:43
Alba Valéria e Neusinha da Hora no ensaio
Alba Valéria e Neusinha da Hora no ensaio / Divulgação

O evento "Vozes que não se calam - o samba na voz delas" celebra o Dia da Mulher com samba, reflexão social e protagonismo feminino em Campos, neste sábado (7), às 19h, o Espaço Cultural Casa 368, localizado no início da Rua Sete de Setembro, próximo ao calçadão do Centro de Campos. O palco será um encontro que une arte, memória e compromisso social. Roda de Samba terá Alba Valéria, Suellen, Neusinha da Hora, Hellen e Dr. Preta. Além disso, o DJ Amaro fará um set especial “Mulheres”. 
"A iniciativa nasce com um propósito claro: celebrar o Dia Internacional da Mulher valorizando trajetórias femininas e debatendo os desafios que ainda atravessam a vida das mulheres na sociedade brasileira.
Mais do que um espetáculo musical, o evento propõe um ato político e cultural, reconhecendo o samba como uma expressão profundamente ligada à resistência e à ancestralidade afro-brasileira — espaço onde mulheres, por muito tempo silenciadas, precisaram lutar para conquistar lugar como cantoras, compositoras e protagonistas da cultura", explica Alba Valéria, idealizadora do movimento Negritude Plena. 
Durante a programação, o público acompanhará momentos de fala, homenagem, teatro e música, reunindo mulheres de diferentes áreas que transformam suas vivências em ação social e artística.
Entre os destaques da noite estão: a participação da assistente social Nívia Maria, abordando a temática da violência de gênero e os desafios enfrentados pelas mulheres, além de homenagem à delegada da DEAM, reconhecendo o trabalho fundamental na defesa dos direitos e da segurança feminina.
A noite também contará com a esquete “Ciata Presente, entre Tia Ciata e Marielle Franco”, que resgata a memória de Tia Ciata, figura fundamental na história do samba, além de um ato simbólico de sororidade, reunindo mulheres da cidade em homenagem a grandes nomes que marcaram a história do gênero, como: Clementina de Jesus, Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Leci Brandão, Elza Soares, Jovelina Pérola Negra, Alcione.
O encerramento será uma roda de samba protagonizada por mulheres, com interpretações de clássicos que marcaram gerações e continuam ecoando como símbolo de resistência, identidade e liberdade.
Segundo a organização, o evento é também um convite à reflexão coletiva:
“Quando mulheres contam suas histórias, denunciam desigualdades e transformam dor em arte, elas ampliam a consciência da sociedade e abrem caminhos para as próximas gerações”, frisa Alba Valéria. 
Com informações de assessoria

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