Au revoir à atriz Brigitte Bardot
Dora Paula Paes 31/12/2025 10:15 - Atualizado em 31/12/2025 10:15
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Os fãs perderam Brigitte Bardot. A atriz francesa, ícone do cinema e ativista dos direitos dos animais, morreu no domingo (28) aos 91 anos.Ela foi aclamada, desejada e criticada em sua vida pessoal. Porém, transformou a Armação de Búzios, na Região dos Lagos, neste paraíso do desejo, por apenas passar 4 meses na região, enquanto jovem e apaixonada por uma namorado brasileiro. Em uma crônica que fala “O mundo nunca perdoou Brigitte Bardot por envelhecer”, a jornalista campista, Débora Batista, traçou a Brigitte que o público se despediu com um au revoir.
“O mundo nunca perdoou Brigitte Bardot por envelhecer. Queríamos sua imagem eternamente jovem e sensual. Negávamos a senhora idosa de rugas, sobrepeso e numa cadeira de rodas. Mas Brigitte foi muito mais do que uma atriz de sucesso e uma linda francesa loirinha de lábios carnudos. Para o Brasil, Brigitte trouxe transformação, luxo e fortuna por sua simples presença numa pobre e isolada vila de pescadores. Búzios nunca mais foi a mesma. Obrigada Brigitte”, diz trecho da crônica, de Débora Batista, em sua página no Instagram, @deborabatista.etiqueta.
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A causa da morte da estrela de cinema não foi divulgada. A artista foi hospitalizada em outubro deste ano em Toulon, perto de sua casa em Saint-Tropez, na França, para passar por uma cirurgia, mas teve alta no mesmo mês. Nascida em 28 de setembro de 1934, em Paris, ela se tornou, ainda jovem, uma das figuras mais reconhecidas do cinema mundial.
No cinema, seu papel em “E Deus Criou a Mulher” (1956), dirigido por seu então marido Roger Vadim, a consagrou como um símbolo de sensualidade e liberdade que ajudou a moldar a cultura pop da década de 1960.Ao longo de sua carreira, Bardot estrelou cerca de 50 filmes e também teve atuação como cantora e modelo, tornando-se uma das artistas mais fotografadas e comentadas de sua geração. Nos anos 1960, consolidou seu prestígio artístico com atuações em dois clássicos: “A Verdade” (1960), de Henri-Georges Clouzot, e “O Desprezo” (1963), de Jean-Luc Godard.
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Em nota, a secretaria de Cultura e Patrimônio Histórico de Armação dos Búzios abordou arelação da artista com Búzios, que acabou porconstituir um dos episódios mais notórios da história do município. “É importante salientar que Brigitte Bardot não foi o marco fundador de Búzios, cuja trajetória é anterior e mais ampla que sua visita em 1964. No entanto, suas duas passagens pela então pacata comunidade de pescadores representaram um significativo evento de divulgação nacional e internacional, que contribuiu para a projeção de Búzios como destino turístico e acelerou transformações socioeconômicas em curso”,diz trecho da nota.
Porém, a nota exalta que a passagem de Bardot inseriu na cidade um novo contexto de visibilidade, com impactos duradouros.“Objeto de estudo e análise”, afirma o secretário municipal de Cultura e Patrimônio Histórico, Alan Câmara.
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O Centro Municipal de Memória de Búzios mantém sob sua guarda o principal registro fotográfico deste período. O acervo, de 1964, foi cedido para preservação permanente pelo fotógrafo José Wilson Barbosa. Essas imagens integram o patrimônio documental do município e estão disponíveis para consulta e pesquisa. As marcas dessa presença na cidade incluem a Orla Bardot e a estátua em sua homenagem, que fazem parte do patrimônio urbano e do roteiro turístico local.

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