Mulheres se destacam em diferentes setores
Ao longo dos anos, as mulheres têm se destacado no mercado de trabalho. Na Ferroport, operadora do terminal de minério de ferro no Porto do Açu, em São João da Barra, a participação feminina em seu quadro de pessoal dobrou em apenas seis anos. Já no Heliporto Farol de São Tomé, administrado pela Infra Aeroportos, as mulheres ocupam um cenário de atuação em diferentes áreas da aviação, do setor administrativo à manutenção e operação.
Segundo a Ferroport, com a adoção de políticas afirmativas e programas de formação de mão de obra local para aumentar a representatividade feminina, a companhia registra hoje 92 mulheres no quadro geral de colaboradores, um crescimento de 100% em relação às 46 colaboradas em 2020. Em posições de liderança da Ferroport, o crescimento foi ainda maior no mesmo período: 175%. Em 2020, eram apenas quatro mulheres e, agora, são 11 executivas, inclusive a CFO da empresa, Alessandra Marinho.
“Em um setor historicamente masculino, estamos ampliando a presença feminina com programas afirmativos para mulheres num movimento estruturado e contínuo. Essa diversidade é essencial para tornar o ambiente de trabalho ainda mais inclusivo e inovador, trazendo benefícios para todos os colaboradores e gerando valor para nossos stakeholders”, diz Beatriz Campanhão, da área de RH, responsável pelo Programa de Diversidade e Inclusão (D&I) da Ferroport.
A presença feminina na Ferroport tem como “porta de entrada” programas afirmativos para mulheres desenvolvidos pela própria companhia. Entre eles, estão programas de estágio e jovem aprendiz (Ferroport Evolution, com aproximadamente 97% de mulheres) e trainee (Geração Portuária, com presença de 56,25% do público feminino).
Moradora de São João da Barra, a operadora da Ferroport Camilla de Almeida Gomes, de 20 anos, diz que entrar na empresa, por meio do Geração Portuária, representou muito mais do que apenas uma oportunidade profissional.
“O programa de formação de mão de obra local me deu a chance de realizar esse sonho, aprender, crescer e me desenvolver num ambiente que valoriza pessoas e incentiva o desenvolvimento. Desde então, venho adquirindo experiências que têm contribuído não só para a minha formação profissional, mas também para o meu crescimento pessoal”, contou.
A moradora de Campos Layana Oliveira, de 27 anos, está há 5 anos na companhia. Ela diz que ingressar na Ferroport, via o Geração Portuária, foi um momento muito especial na vida. “Trabalhar em um setor que historicamente foi visto como masculino também tem um significado muito importante para mim. Estar aqui mostra que, cada vez mais, as mulheres estão conquistando seu espaço com competência, força e determinação”, destacou.
Heliporto — No Heliporto Farol de São Tomé, as mulheres desempenham diversas funções que garantem as operações offshore na região Norte Fluminense. Uma delas é a de comissária de helicóptero, profissional responsável por orientar passageiros e atuar em emergências.
Joyce Terra, que tem 14 anos de atuação na aviação offshore, é uma das comissárias que trabalham no heliporto. “A maioria das pessoas não sabe que existe comissária voo em helicóptero, apenas em avião. As pessoas imaginam glamour, com serviço de bordo, mas a nossa função é garantir a segurança dos passageiros e da tripulação”, explicou.
A trajetória até a cabine exige preparação e persistência. “Eu comecei no atendimento, trabalhando no check-in. Desde o primeiro dia que vi os helicópteros entendi como funcionava a operação offshore e soube que queria trabalhar naquilo”, relembra. “Foram anos aprendendo e me preparando até conseguir a oportunidade de voar”, destacou Joyce. (A.N.)