SJB tem aumento de atendimento de crianças com infecções intestinais neste verão
24/01/2026 11:01 - Atualizado em 24/01/2026 11:01
Balneário de Atafona, em SJB
Balneário de Atafona, em SJB / Foto: Divulgação Secom SJB
O aumento no número de atendimentos por vômitos e diarreia nas unidades de saúde de São João da Barra tem chamado a atenção neste verão, principalmente entre crianças. Os casos estão ocorrendo em um período de grande movimento nas praias e em áreas de banho de rio do município.

O litoral sanjoanense é um dos mais frequentados da região nesta época do ano. Em dias de calor intenso, o Pontal de Atafona e a Ilha da Convivência, que ficam próximos um do outro, se tornaram pontos de grande concentração de famílias com crianças, o que aumenta a possibilidade de esses lugares também serem responsáveis por esse aumento de casos no município.

Nas redes sociais, um cartaz alerta frequentadores do Pontal de Atafona e da Ilha da Convivência sobre o surgimento desses sintomas após tomarem banho nesses locais. Também é possível ver relatos nos comentários de pessoas que adoeceram. No entanto, segundo a Prefeitura de São João da Barra, não é possível afirmar que os casos estejam ligados a um ponto específico.


Em nota, a Prefeitura de São João da Barra informou que houve, sim, um aumento nos casos de doenças intestinais, especialmente em crianças, algo considerado normal neste período do ano. O município ressaltou que não é possível afirmar que os casos estejam relacionados a um local específico, já que os atendimentos estão sendo registrados em vários locais do município.

Sobre o monitoramento da balneabilidade no litoral de SJB, o que seria importante para orientar banhistas em todos os locais, a Prefeitura destacou que é de responsabilidade do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que define quais pontos serão analisados.

De acordo com o site do Inea, o último levantamento de balneabilidade no Pontal de Atafona, que fica na margem direita da Foz do Paraíba, foi realizado em fevereiro de 2020, quando o local foi considerado impróprio para banho.

A Folha entrou em contato com o Inea, através de nota, questionando a falta de levantamento sobre as condições da água nesses locais e relatando o aumento de casos de infecções intestinais no município, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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