PF prende delegado da PF e ex-secretário em operação contra tráfico de influência para favorecer traficante
09/03/2026 11:45 - Atualizado em 09/03/2026 13:40
Polícia Federal
Polícia Federal / Foto: Divulgação
A Polícia Federal prendeu um delegado de Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (9). A ação aconteceu durante a operação Anomalia, para desarticular um núcleo criminoso suspeito de negociar vantagens indevidas e vender influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas.
Além do delegado Fabrizio Romano, o ex-secretário estadual de Esportes do Rio de Janeiro, Alessandro Pitombeira Carracena, também foi preso. Uma advogada e um policial penal também são alvos da operação.

O beneficiado seria o traficante Thiego Raimundo dos Santos, conhecido como TH Jóias, ex-deputado estadual preso pela Polícia Federal no ano passado. Suspeito de ligação com o Comando Vermelho, ele também responde por venda de armas, lavagem de dinheiro e corrupção.
A ação faz parte da força-tarefa Missão Redentor II e investiga a atuação de advogados, um ex-secretário de estado, servidores públicos e um delegado da própria corporação.

Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro, além de medidas cautelares diversas, como afastamento do exercício de função pública. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Modus Operandi
Os elementos de prova colhidos indicam que os investigados estruturaram uma associação criminosa voltada para a prática de crimes contra a administração pública e favorecimento de interesses atrelados ao tráfico de drogas.

O esquema contava com a articulação de um ex-secretário de estado e advogados, que atuavam como intermediários para viabilizar favores e pagamentos indevidos em espécie ao delegado de Polícia Federal envolvido no esquema, em troca de informações e influência interna. As apurações revelaram, ainda, a atuação de um indivíduo com histórico criminal, focado na facilitação política e operacional em Brasília.

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no Estado do Rio de Janeiro, com foco especial na desarticulação de suas conexões com agentes públicos e políticos.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de capitais.
Com informações do G1

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