Ricardo Couto segue com exonerações e não livra nem a pasta da Saúde
Hevertton Luna 29/04/2026 07:39 - Atualizado em 29/04/2026 07:39
Ricardo Couto, governador em exercicío do Rio
Ricardo Couto, governador em exercicío do Rio / Thiago Lontra/Alerj
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, exonerou, na terça-feira (28), mais 174 servidores, entre eles, a secretária de Saúde, Claudia Mello, o subsecretário de Comunicação, Igor Marques, e o chefe do setor gastronômico do Palácio da Guanabara, Eloi dos Santos Leite. No final da tarde, a faxina também chegou na Procuradoria-Geral, com a exoneração de Renan Miguel Saad, a pedido, por razões pessoais, e procurador Bruno Dubeux assume o cargo. Nos últimos 15 dias, foram exoneradas 831 pessoas. A estimativa do governo é economizar cerca de R$ 85 milhões por ano com as medidas de enxugamento da máquina.
A medida segue o plano da gestão em exercício de reestruturar as secretarias do governo do Rio. De acordo com o governo do estado, nesta etapa, foram exonerados 95 cargos da Casa Civil e 79 da Secretaria de Governo, com economia anual estimada em quase R$ 24 milhões.
Segundo o G1, um levantamento interno indica que as duas pastas somam cerca de 4 mil servidores. A previsão é cortar aproximadamente 40% desse total, o equivalente a cerca de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como “fantasmas”.
Além disso, três subsecretarias da estrutura da Casa Civil foram extintas: Subsecretaria Adjunta de Projetos Especiais; Subsecretaria de Gastronomia; e Subsecretaria de Ações Comunitárias e Empreendedorismo.
Saúde com novo titular 
O novo secretário estadual de Saúde do Rio é o urologista Ronaldo Damião, pró-reitor de Saúde da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro).
Nos últimos 10 anos, Damião é apenas o segundo nome a chegar ao comando da Secretaria Estadual de Saúde sem influência direta do deputado Dr. Luizinho, que atuou entre 2016 e 2018, durante o governo de Luiz Fernando Pezão (MDB). A exceção foi Edmar Santos, secretário durante a gestão Wilson Witzel, que foi afastado e condenado por superfaturamento na compra de insumos durante a pandemia.

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