Deputado Thiago Rangel é preso em Operação Unha e Carne
Dora Paula Paes 05/05/2026 07:59 - Atualizado em 05/05/2026 11:54
Deputado Thiago Rangel
Deputado Thiago Rangel / Thiago Lontra-Alerj
O deputado estadual Thiago Rangel (Avante) foi preso nesta manhã de terça-feira (5) na 4ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal. Agentes da Polícia Federal saíram para cumprir 7 mandados de prisão preventiva e 23 de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Outro mandado de prisão expedido pelo STF é contra o ex-deputado Rodrigo Bacellar, que já estava encarcerado. Rui Bulhões, ex-chefe de gabinete de Bacellar, também foi preso. 
O objetivo, desta vez, é combater fraudes em procedimentos de compra de materiais e de aquisição de serviços, como obras para reformas, no âmbito da Secretaria Estadual de Educação do RJ (Seeduc).

A investigação foi iniciada após a análise de mídias apreendidas na 1ª fase da Operação Unha e Carne, contra o vazamento de informações sigilosas por parte de agentes públicos. Na ocasião, o então deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso.
As apurações que levaram a esta 4ª etapa revelaram direcionamentos das contratações realizadas por escolas estaduais vinculadas à Diretoria Regional Noroeste da Seeduc — segundo a PF, uma zona de influência política de Rangel — para empresas previamente selecionadas e vinculadas ao esquema.

De acordo com nota da Polícia Federal, as apurações revelaram um possível esquema de direcionamento das contratações realizadas por escolas estaduais para empresas previamente selecionadas e vinculadas à organização criminosa investigada.

Além do crime de organização criminosa, os investigados poderão responder por peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que possam surgir no decorrer da investigação.

"A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos no estado do Rio de Janeiro, com foco primário na asfixia financeira e na ruptura de suas conexões com agentes públicos", informa a PF. 
Defesa de Thiago Rangel
Em nota, a defesa do deputado Thiago Rangel afirmou recebeu com surpresa a notícia da operação realizada na data de hoje.

"Neste momento, está se inteirando dos fatos, do teor da investigação e das medidas eventualmente determinadas, reafirmando desde logo a plena confiança nas instituições e no devido processo legal. O deputado nega a prática de quaisquer ilícitos e prestará todos os esclarecimentos necessários nos autos da investigação, local próprio para a apuração dos fatos. A defesa ressalta, por fim, que qualquer conclusão antecipada é indevida antes do conhecimento integral dos elementos que fundamentaram a medida", disse em comunicado oficial. 

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