Após completar dois anos atracada no Porto do Açu, a antiga plataforma P-33 tem previsão de saída para o mês de maio. A estrutura, que ao longo desse período passou a compor um dos principais cartões-postais do Canto das Pedras, em São João da Barra, deve seguir rumo ao Sul do país, onde será desmontada e reciclada.
De acordo com informações do setor, a P-33, possivelmente, será encaminhada ao Estaleiro Rio Grande (RS), onde passará por um processo de desmantelamento conduzido pela Ecovix. A empresa já atua na etapa final de reciclagem de outra unidade semelhante, a P-32, em um modelo de reaproveitamento industrial que destina o material como matéria-prima para a Gerdau.
Desde que chegou ao complexo portuário, a plataforma chamou atenção pelo porte e pela imponência, tornando-se um atrativo visual para frequentadores do litoral sanjoanense. No Canto das Pedras, o contraste entre a paisagem natural e a grandiosidade da estrutura industrial contribuiu para o aumento no fluxo de visitantes, especialmente nos fins de semana.
Esse movimento também foi impulsionado por melhorias urbanísticas na região. Com obras de urbanização concluídas em setembro de 2024, o local já vinha atraindo público mesmo antes da instalação de uma passarela de acessibilidade com mais de 400 metros de extensão e outras estruturas voltadas ao conforto dos visitantes.
A área recebeu pavimentação em intertravado, sinalização de vagas de estacionamento, bancos, lixeiras, gazebos e um posto de guarda-vidas, reforçando a segurança dos banhistas. A faixa de areia formada ao lado da estrutura de pedras do porto também passou a favorecer o lazer em família e a prática de atividades esportivas.
Com a combinação entre infraestrutura urbana, paisagem natural e a presença da plataforma, o cenário ganhou destaque nas redes sociais, consolidando o Canto das Pedras como um dos pontos mais visitados e fotografados da região. Agora, com a saída da P-33 prevista, o local vive um momento de despedida, com expectativa de aumento na movimentação nas próximas semanas.
A plataforma chegou ao Porto do Açu por meio de contrato de Acostagem & Serviços firmado com a Petrobras. A P-33 foi a primeira de três unidades previstas no acordo, que inclui serviços como disponibilidade de cais, limpeza de casco e destinação de resíduos e efluentes. As unidades podem permanecer no complexo por até três anos, conforme o contrato.
O acordo também integra a estratégia do Porto do Açu para implantação do primeiro hub de descomissionamento sustentável do Brasil, com atividades que envolvem acostagem temporária, pré-desmantelamento e desmantelamento de plataformas.
A Folha aguarda um posicionamento da Petrobras sobre a saída da unidade.