Matheus Mesquita
15/04/2026 15:41 - Atualizado em 15/04/2026 15:41
Foto: Rodrigo Silveira
A situação da Igreja de Nossa Senhora do Terço, na Rua Carlos Lacerda, no Centro de Campos, segue gerando preocupação. Além do histórico recente de abandono, o crescimento do mato alto no entorno do imóvel voltou a ser alvo de críticas, reforçando a sensação de descaso com um importante patrimônio histórico e religioso da cidade. A vegetação elevada contribui para o aspecto de abandono, favorece a proliferação de animais e aumenta a sensação de insegurança, especialmente em uma área central da cidade.
O prédio possui proteção municipal, com tutela semelhante ao tombamento, vinculada ao Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural (Coppam), o que exige cuidados específicos e autorização para intervenções. Mesmo assim, o imóvel vem acumulando problemas de conservação ao longo dos últimos anos.
Foto: Rodrigo Silveira
Entre os episódios mais recentes está o arrombamento e invasão registrados em janeiro de 2026, evidenciando a vulnerabilidade do espaço. Antes disso, moradores já denunciavam o acúmulo de entulho, além da presença de insetos e roedores no local, situação que levanta preocupações sanitárias e de segurança.
A deterioração também mobilizou o poder público. A Defesa Civil Municipal realizou, em abril de 2025, vistoria no imóvel para avaliar as condições estruturais. Paralelamente, a situação da igreja passou a ser discutida na Justiça, em meio a indefinições sobre a responsabilidade pela posse e manutenção.
Historicamente, o prédio pertencia a uma irmandade religiosa, a Irmandade de Nossa Senhora do Terço, que era responsável por sua administração, cujo nenhum de seus membros estão mais vivos. Segundo a Diocese, a posse foi assumida há menos de 15 anos, o que também faz parte do contexto atual de disputas e entraves envolvendo o imóvel. Enquanto isso, moradores e pessoas que passam próximo ao local, relatam que o mato alto no entorno da igreja continua sendo um problema recorrente.
Foto: Rodrigo Silveira
Procurada, a Diocese de Campos informou, por meio de nota, que o imóvel ainda está em análise pelo corpo jurídico. A instituição destacou que não há recursos financeiros suficientes para uma restauração completa, sendo possíveis apenas medidas paliativas no momento. Para uma reforma ampla, a Diocese aponta a necessidade de apoio da iniciativa privada. Em relação ao problema mais imediato, a Diocese afirmou que realizará a manutenção e a limpeza do entorno da igreja.