Ipês florescem fora de época às margens de valão no Centro de Campos
Matheus Mesquita 16/04/2026 17:36 - Atualizado em 16/04/2026 17:36
Foto: Rodrigo Silveira
Dois ipês chamaram a atenção de moradores e pedestres ao florescerem às margens da Beira Valão, nas proximidades da Rodoviária Roberto Silveira, no Centro de Campos. O cenário incomum, especialmente fora do período mais conhecido de floração, levantou questionamentos sobre as causas do fenômeno.

De acordo com o biólogo Umberto Trindade, há duas possibilidades principais para explicar o florescimento observado. A primeira é de que se trate do Ipê-Amarelo-Miúdo, espécie que pode florescer em diferentes épocas do ano, entre abril e novembro no estado do Rio de Janeiro, e até mais de uma vez no mesmo ano. Apesar do nome, essa variedade pode atingir cerca de seis metros de altura.

A segunda hipótese é de que seja um Ipê-Amarelo Nativo, de maior porte, que pode alcançar entre 10 e 20 metros e cuja floração costuma ocorrer entre agosto e outubro.
“Nesse caso, o florescimento neste período seria considerado atípico e possivelmente relacionado a um conjunto de fatores ambientais. Geralmente, o ‘gatilho’ para a floração do ipê nativo amarelo é a escassez de água, condição que não foi observada nos últimos meses na região, o que reforça a necessidade de identificação da espécie para uma conclusão mais precisa”, explicou o biólogo.
Foto: Rodrigo Silveira
O professor e especialista em ecologia Ricardo Terra, do Instituto Federal Fluminense, destaca que o comportamento dos ipês está diretamente ligado às condições climáticas. Ele explica que, em geral, essas árvores perdem completamente as folhas antes de florescer, como estratégia para concentrar energia na produção das flores.

Segundo o professor, o período mais comum de floração ocorre entre julho e setembro, quando o clima tende a ser mais seco. No entanto, alterações recentes nas condições climáticas, como a extensão de períodos de calor, podem interferir nesse ciclo natural. “Não é um fenômeno tão raro. Temos observado que essas mudanças climáticas podem provocar respostas nas plantas, como a floração fora de época”, afirmou.

Especialista em ecologia e educação ambiental, com atuação em projetos socioambientais na região, Terra ressalta que essas ocorrências têm se tornado mais frequentes e refletem a adaptação das espécies às novas condições do ambiente.

Ipês florescem fora de época às margens de valão no Centro de Campos

 

Especialistas apontam influência de fatores ambientais e variações climáticas no fenômeno observado próximo na região da rodoviária Roberto Silveira

 

Dois ipês chamaram a atenção de moradores e pedestres ao florescerem às margens da Beira Valão, nas proximidades da Rodoviária Roberto Silveira, no Centro de Campos. O cenário incomum, especialmente fora do período mais conhecido de floração, levantou questionamentos sobre as causas do fenômeno.

De acordo com o biólogo Umberto Trindade, há duas possibilidades principais para explicar o florescimento observado. A primeira é de que se trate do Ipê-Amarelo-Miúdo, espécie que pode florescer em diferentes épocas do ano, entre abril e novembro no estado do Rio de Janeiro, e até mais de uma vez no mesmo ano. Apesar do nome, essa variedade pode atingir cerca de seis metros de altura.

A segunda hipótese é de que seja um Ipê-Amarelo Nativo, de maior porte, que pode alcançar entre 10 e 20 metros e cuja floração costuma ocorrer entre agosto e outubro.

“Nesse caso, o florescimento neste período seria considerado atípico e possivelmente relacionado a um conjunto de fatores ambientais. Geralmente, o ‘gatilho’ para a floração do ipê nativo amarelo é a escassez de água, condição que não foi observada nos últimos meses na região, o que reforça a necessidade de identificação da espécie para uma conclusão mais precisa”, explicou o biólogo.

 

O professor e especialista em ecologia Ricardo Terra, do Instituto Federal Fluminense, destaca que o comportamento dos ipês está diretamente ligado às condições climáticas. Ele explica que, em geral, essas árvores perdem completamente as folhas antes de florescer, como estratégia para concentrar energia na produção das flores.

Segundo o professor, o período mais comum de floração ocorre entre julho e setembro, quando o clima tende a ser mais seco. No entanto, alterações recentes nas condições climáticas, como a extensão de períodos de calor, podem interferir nesse ciclo natural. “Não é um fenômeno tão raro. Temos observado que essas mudanças climáticas podem provocar respostas nas plantas, como a floração fora de época”, afirmou.

Especialista em ecologia e educação ambiental, com atuação em projetos socioambientais na região, Terra ressalta que essas ocorrências têm se tornado mais frequentes e refletem a adaptação das espécies às novas condições do ambiente.


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