Governo Lula é desaprovado por 53% e aprovado por 42%, aponta PoderData
Pesquisa PoderData, divulgada nesta quarta-feira (30), mostrou que a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve uma oscilação favorável ao petista entre maio a julho. O levantamento feito entre 26 e 28 de julho apontou que a desaprovação do governo caiu 3 pontos percentuais em dois meses, de 56% para 53%. No mesmo período, a aprovação foi de 39% para 42%. Para o geógrafo com especialização doutoral em estatística pelo IBGE, William Passos, o resultado da pesquisa é explicada pelas expectativas geradas pelo tarifação do presidente Donald Trump.
A pesquisa PoderData foi feita por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 182 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.
Dentre os entrevistados que avaliaram positivamente o governo, destacam-se as pessoas de 16 a 24 anos (52%), moradores da região Nordeste (50%) e os que cursaram até o ensino fundamental (46%). Já os que avaliaram negativamente, destacam-se as pessoas de 45 a 59 anos (58%), moradores das regiões Sul (62%) e Centro-Oeste (61%) e os que cursaram o ensino superior (60%).
O geógrafo William Passos analisou o levantamento. "Realizada após o anúncio do tarifaço de Donald Trump, a exemplo da Ipespe de julho, divulgada pela Folha no último sábado (aqui), a PoderData também apurou melhora da aprovação do governo Lula e também aferiu queda da desaprovação, acima da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A explicação para a melhora da aprovação e a queda da desaprovação do governo Lula é explicada, sobretudo, pelas expectativas geradas pelo tarifaço de Trump de 50% sobre as exportações brasileiras para os EUA, a partir da próxima sexta-feira, 1 de agosto de 2025. Os resultados da PoderData mostram que a estratégia de comunicação do governo federal tem dado certo e que o governo tem conseguido, a partir das justificativas apresentadas por Trump para o tarifaço, emplacar o discurso da soberania nacional e despertar um sentimento de orgulho nacional, algo que assemelha a participação do Brasil em Copas do Mundo de futebol", disse.