Castro pode deixar cargo dia 23 e movimenta nomes para mandato-tampão
A eleição indireta para o governo do Estado do Rio poderá ser antecipada. O governador Cláudio Castro (PL), que planejava deixar o cargo em abril, poderá anunciar sua saída no próximo dia 23, um dia antes do Supremo Tribunal Eleitoral (STE) abrir a sessão para continuar com o julgamento que pode resultar na sua cassação e inelegibilidade. A possibilidade, um dia depois do segundo voto para cassar Castro, movimentou os bastidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) para trabalhar dois nomes, com vertentes da esquerda e da direita.
Inicialmente, nos bastidores, existem duas possibilidades de embate para o mandato-tampão. Douglas Ruas (PL), que é secretário de Cidades do governo Castro aparece com a cabeça de chapa da direita na Casa. Na escalada política, ele terá o apoio do União e das bancadas do seu partido e aliados. A Folha encaminhou demanda ao Ruas e à assessoria do PL.
O nome do bloco da esquerda seria o de André Ceciliano (PT). O secretário de Assuntos Parlamentares do governo Lula, entra na empreitada com apoio do prefeito do Rio e pré-candidato a governador, Eduardo Paes (PSD).
Segundo a assessoria de Ceciliano, neste momento, é natural que o nome de André seja lembrado por ele ter uma boa relação na Alerj, por já ter ocupado a cadeira de presidente. "Porém, ele é soldado e só será candidato se os generais envolvidos, Lula, Eduardo Paes e o PT, assim determinarem. Não é um projeto pessoal. Tem que ser coletivo", informa em nota.
Na terça-feira (10), o govenador Cláudio Castro, o deputado e presidente licenciado da Alerj, Rodrigo Bacellar (União) e o ex-vice governador, Thiago Pampolha, receberam o segundo voto para a cassação.