Senhora, não podemos fazer nada":
Por "Cacique ORIENRAC"
Com foi o triste fim dos macaquinhos da Cândido na esquina com Alberto Torres no final do mês deste verão?
Em de dezembro de 2025, chegamos com os netos em nossa residência à rua Candido Álvaro Machado e fomos surpreendidos pela presença de um macaco em nosso espaço gourmet. Deixamos sempre uma fruteira na bancada com diferentes cores e sabores de deliciosas frutas. Ele, espantado com a nossa presença, fugiu com bananas subindo a escada e pulando para um galho do pé de cajá no vizinho. Um grande galho dava acesso ao muro e as árvores próximas em outros quintais
No mesmo dia, em contato com outros vizinhos, na mesma quadra, fomos informados de diversas traquinagens dos macacos, sim: eram 2. Um maior e outro menor. Provavelmente, mãe e filho. Os relatos foram os mais diversos, eles pulavam e levavam formas com bolos, frutas e alimentos, ração de aves, cães e gatos. Pulavam de telhados em telhados, subiam e faziam peripécias nas árvores na quadra.
O que fazer? Buscar ajuda estatal para os animais? Existe legislação sobre isso.
Telefonamos imediatamente para o órgão informado pela legislação para receber esse tipo de fato e solicitar providências. Identificado o órgão responsável, telefonamos e fomos atendidos pelo órgão A. O órgão A, depois de ouvir a solicitação, informou que: "não poderíamos atender esse caso, em virtude de estarmos sem veículo para o serviço", "mas podem ligar para o órgão B que já estão prontos para resolver".
Ligamos para o órgão B, obtivemos a seguinte resposta: "não de modo algum poderemos atender, não é nossa atividade fazer isso. Liguem para o órgão C".
O órgão C atendeu, ... "onde está o macaco?" O macaco está nas árvores dos quintais e em um terreno vazio na quadra da Rua Cândido Álvaro Machado esquina da Alberto Torres.
Responderam: "Minha senhora, eles estão no habitat deles"
— Senhor, aqui não é área rural, é urbana — respondeu a solicitante.
Resposta: "Senhora, não podemos fazer nada"
Pensamos, vamos fazer fotos e um vídeo e encaminhar para amigos na mídia, as fotos e um vídeo dos macacos se exibindo nas arvores dos vizinhos. Mas, nada aconteceu. Hoje, 01 de abril de 2026, pensamos que era "um primeiro de abril”.
Como estivemos em outra cidade, voltamos e demos falta do "assobio" dos macacos e do barulho nos telhados ao final das tardes. Ai, pensamos... vamos perguntar para os vizinhos?
Como a vizinha têm o hábito de "sentar em cadeira no portão de casa, para tomar a fresca", aproveitamos para perguntar sobre os macacos.
"Olá vizinha, boa noite, como vai? Tudo bem?"
Sim, respondeu boa noite, tudo bem.
Perguntamos... uma curiosidade, não temos visto os macacos?
A vizinha informa de forma entristecida: "Pois é. O macaquinho deve ter confundido, foi usar os fios de alta tensão como cipós e deu um abraço no transformador. Foi um barulho só e caiu morto na Alberto Torres.
Não sei quem recolheu. Ficou torrado e morto na pista, não sei quem recolheu. E o macaco maior sumiu".
Lamentamos e recordamos as nossas tentativas. Nos despedimos e ficamos entristecidos com o tamanho do "descaso" com a natureza com tanto aparato tecnológico do momento com a nova mitologia cibernética. Um verdadeiro culto ao Baal eletroeletrônico qlgoritmizado nas fixações pelas telas e aplicativos.
É o engano da nova dominação ideológica para os devotos idolatras das "sempre - modernidades". Quem sabe, motive a construção de parques ecológicos e públicos. Viva a macaquice da dependência tecnológica, inclusiva para o capital e exclusiva para a natureza. Triste fim do macaquinho que fez da Cândido Álvaro Machado o seu parque ecológico. Decisão natural equivocada, mesmo consultando a IA que virou Ui.