Saulo Pessanha
12/02/2026 16:40 - Atualizado em 12/02/2026 17:04
O ano é de eleições. E já começam a pipocar pesquisas de intenção de votos na corrida à Presidência da República e mesmo ao governo do estado do Rio de Janeiro.
Sim, porque pesquisas, com os resultados inseridos na propaganda eleitoral, viraram um instrumento importante para influenciar o eleitor a optar por esta ou aquela candidatura.
É verdade que nem sempre as pesquisas pesam no balanço final, ou seja, no resultado das eleições. Vale lembrar da disputa em Campos para a Prefeitura em 2004, vencida por Carlos Alberto Campista.
Naquelas eleições, surgiu na cidade o Instituto Precisão. Contratado pelo grupo liderado por Anthony Garotinho, o órgão, em todos os trabalhos, sinalizava para uma vitória de Geraldo Pudim.
O resultado todo mundo sabe. Carlos Alberto Campista venceu a disputa, com Pudim, o candidato de Garotinho, ficando em segundo lugar. O mandato de Campista acabou cassado pela Justiça Eleitoral.
Uma nova eleição para a Prefeitura foi realizada em 2006. E mais uma vez o Instituto Precisão entrou em ação. Sinalizava para uma vitória de Pudim. Mas quem venceu foi o médico Alexandre Mocaiber.
Daí que, seja em Campos, ou em qualquer outra cidade, o eleitor precisará novamente não acreditar em qualquer pesquisa. Sobretudo nas que são feitas por órgãos sem histórico na realização de tal trabalho.
O primeiro passo, para atestar uma pesquisa, e dar-lhe credibilidade, é saber quem a realiza. E dependendo de quem encomenda é possível avaliar que não merece crédito.
Pesquisas eleitorais manipuladas à parte,um ponto a ser considerado na eleições deste ano é o uso disseminado da inteligência artificial (IA), quando caberá ao eleitor distinguir o falso do verdadeiro.
A Justiça eleitoral terá que estar atenta. A partir da manipulação com o uso da IA, o perfil de candidatos poderá ser desconstruído de forma anônima, com mentiras sendo espalhadas nas redes sociais.