Dora Paula Paes
25/03/2026 16:34 - Atualizado em 25/03/2026 16:34
Fernando Sousa, diretor-geral
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Divulgação secom do Festival de Cinema
O Ministério da Cultura e a Quiprocó Filmes deram mais um passo no sentido de fortalecer o setor audiovisual em Campos. O II Festival Internacional Goitacá de Cinema, que acontece entre os dias 06 e 11 agosto, já está consolidado. Nesta quarta-feira (25), também foi lançado o Programa de Formação e o debate sobre Film Commission no Norte Fluminense, com apresentação no Cine Darcy, na Uenf. O Festival tem o apoio do Grupo Folha da Manhã.
Na apresentação do II Festival à imprensa e a convidados, foram apresentados os dados consolidados da segunda edição do evento, que alcançou um marco histórico: mais de 2.200 filmes inscritos, quase triplicando o número da primeira edição, que recebeu 793 obras. Com esse resultado, os organizadores falam da consolidação do festival como um dos principais polos de difusão e articulação do audiovisual no interior do estado do Rio de Janeiro.
“A chamada para as mostras competitivas é sempre um dos momentos mais aguardados do festival, porque revela a diversidade e a força da produção audiovisual contemporânea. Já nessa segunda edição, buscamos ampliar o diálogo entre realizadores do Brasil e de diferentes partes do mundo, reforçando o papel do festival como espaço de encontro, circulação de obras e reflexão sobre o cinema", destaca Fernando Sousa, diretor-geral do Festival.
Quanto ao Programa de Formação, segundo ele, é um eixo estratégico do projeto, pois investe na qualificação e no fortalecimento do setor audiovisual no interior do estado. "Nosso objetivo é criar oportunidades para que novos profissionais se desenvolvam, troquem experiências e contribuam para consolidar a região como um território ativo de produção e pensamento audiovisual”, afirma Fernando.
O Festival em 2026 também terá ativações especiais em São João da Barra e na área central de Campos, com foco no turismo.
Já o lançamento da Convocatória do Programa de Formação, iniciativa realizada em parceria com a Associação de Estudos da Cultura e Economia Criativa (AECEC), com a Escola de Extensão e a Diretoria de Cultura da Uenf é voltado à qualificação técnica, à troca de conhecimentos e ao fortalecimento do setor audiovisual no interior do estado do Rio de Janeiro. O programa contempla oficinas e minicursos gratuitos abertos ao público.
A convocatória será destinada a profissionais, pesquisadores e profissionais do campo do audiovisual, que poderão submeter propostas de oficinas e minicursos voltados a crianças, adolescentes e adultos. A inscrição é gratuita e cada proponente poderá apresentar apenas uma proposta.
A reitora da Uenf, Rosana Rodrigues, também esteve presente. A Escola de Cinema da Uenf, um sonho do Professor Darcy Ribeiro, ainda é um projeto que, a partir do Festival, teve sua pauta fortalecida, segundo explicou Fernando.
Rosana Rodrigues, reitora da Uenf
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Divulgação Secom do Festival de Cinema
- Esse Festival de Cinema, na verdade é uma semente que foi plantada lá atrás e que resgata a ideia original, um solo sagrado, que já começamos com o Cine Darcy, a materialização de um dos sonhos que Darcy Ribeiro tinha para essa instituição e para esse território que era a tão desejada Escola de Cinema. Mas, ao mesmo tempo em que a gente alicerça as bases e retoma a ideia de Darcy, algumas pessoas querem ficar muito presas ao que ele sonhou há 33 anos e nós evoluímos. Não se trata de abandonar as ideias e a filosofia do Darcy, é o contrário, é trazer essa filosofia para um olhar contemporâneo - disse a reitora que entende ser preciso formar pessoas para todas as áreas audiovisuais e formar público de cinema.
Neste caso, ela aponta que o festival é uma dessas vertentes de contemporaneidade.
Nesta tarde, ainda acontece uma mesa de debate: “Audiovisual construindo destinos: o papel de uma film commission na região Norte e Noroeste Fluminense”; com a participação da Rio Film Commission e da Embratur, que tem como representante na região, Fátima Pacheco, ex-prefeita de Quissamã.