John Textor, mesmo fora do comando da SAF do Botafogo, é um nome que nunca deixa de ser destaque no clube. O americano foi afastado na última quinta-feira pelo Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em uma decisão contestada pela SAF. Nos bastidores, o empresário se esforça para não perder ainda mais espaço, e alguns cenários são debatidos.
O afastamento de John Textor será novamente analisado nesta quarta-feira (29), quando haverá manifestação das partes envolvidas no Tribunal Arbitral da FGV. Será uma nova rodada para a apresentação de documentos como provas ao processo. Não há, no momento, previsão de uma nova decisão do Tribunal, podendo acontecer de forma imediata ou nos próximos dias.
Com a decisão judicial publicada nesta terça-feira que tirou os direitos de voto da Eagle Bidco na SAF do Botafogo, quem decide o futuro do Botafogo é o clube social, agora a única parte com poder de voto. Durcesio Mello, diretor geral interino, está alinhado com John Textor e convocará, em dez dias, uma assembleia para definir o futuro do cargo.
Mesmo afastado, Textor ainda está no dia a dia do clube. Ele viajou para Brasília no último fim de semana, no empate em 2 a 2 com o Internacional e é ativo nos bastidores do Botafogo. Pessoas envolvidas na política do clube projetam que ele fará de tudo para continuar com participação e influência.
Textor tem conversas com o clube social e busca abrir espaço para a entrada do empréstimo de GDA Luma e Hutton Capital, que seria convertido em ações da SAF para as empresas.
A SAF acredita que estaria em uma situação muito mais complicada se não fosse o empréstimo feito em fevereiro por GDA Luma e Hutton Capital. Na época, as empresas emprestaram US$ 25 milhões ao Botafogo para liquidar o transfer ban na Fifa pela dívida com o Atlanta United na transferência de Thiago Almada.
Textor havia convocado uma Assembleia Geral Extraordinária para aprovação de um aporte de US$ 25 milhões (cerca de R$ 125 milhões na cotação atual) que completariam o empréstimo anterior. O clube social não compareceu a assembleia, que deveria ser realizada no dia 22 de abril.
Neste empréstimo, há uma cláusula que prevê a conversão da dívida com os novos investidores em participação societária na SAF. No entanto, para que isso ocorra, o presidente do clube associativo, João Paulo Magalhães, precisava assinar um documento autorizando esse movimento, o que não foi feito.