Dom Fernando Rifan apresenta renúncia à Administração Apostólica de Campos
Dom Fernando Rifan, bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney de Campos, , apresentou renúncia ao cargo após completar 75 anos em outubro do ano passado. No entanto, o bispo permanecerá na administração até que seu sucessor seja nomeado.
"Tendo completado a idade de 75 anos no dia 25 de outubro de 2025, em conformidade com as normas canônicas (cân. 401 § 1), apresentei ao Santo Padre a minha renúncia ao ofício de Administrador Apostólico da Administração Apostólica São João Maria Vianney. Com efeito, o Romano Pontífice, na Audiência realizada no dia 22 de novembro de 2025, aceitou a minha renúncia, pedindo-me, contudo, a
generosidade de continuar no governo desta Igreja particular por mais dezoito meses, a contar a partir do meu 75º aniversário, até que seja nomeado meu sucessor. Recebo, pois, com imensa gratidão e em espírito de obediência filial o pedido do Santo Padre, mormente em virtude da confiança em mim depositada no governo desta porção do rebanho de Cristo", contou Dom Fernando Rifan.
generosidade de continuar no governo desta Igreja particular por mais dezoito meses, a contar a partir do meu 75º aniversário, até que seja nomeado meu sucessor. Recebo, pois, com imensa gratidão e em espírito de obediência filial o pedido do Santo Padre, mormente em virtude da confiança em mim depositada no governo desta porção do rebanho de Cristo", contou Dom Fernando Rifan.
Em comunicado oficial aos Padres e fiéis da Administração Apostólica, Dom Fernando concluiu dizendo: "por fim, suplicando humildemente aos sacerdotes, às religiosas e aos fiéis de nossa Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney que elevem suas orações por mim ao Bom Deus e por nossa Igreja particular, ao passo que vos asseguro, igualmente, as minhas orações".
Audiência com o Papa Leão XIV
No dia 15 de novembro do ano passado, Dom Fernando Rifan teve uma audiência com o Papa Leão XIV na Biblioteca do Palácio Apostólico, no Vaticano. O encontro durou 30 minutos e, nele, foi apresentada a história da circunscrição eclesiástica, assim como a necessidade de continuação da Administração Apostólica. Na ocasião, ele contou ao Papa que havia apresentado a carta de renúncia pelos seus 75 anos, e a necessidade da continuação de ter um bispo na administração.
“Expliquei a ele a origem e a razão pela qual foi criada (a Administração Apostólica) pelo Papa São João Paulo II em 2002. Contei nossa história e lhe dei os documentos nossos e da Santa Sé a respeito. Dei a ele também alguns livros meus, artigos e esclarecimentos. Falei sobre o nosso itinerário teológico e espiritual, sobre como saímos do estado de separação da Igreja e de como chegamos à compreensão da necessidade da comunhão, na qual agora, graças a Deus e à Igreja, nos encontramos. Exprimi-lhe a nossa comunhão e firme adesão a Cátedra de Pedro, na pessoa dele. Ele me fez várias perguntas sobre a nossa posição, que respondi corretamente, deixando-o bem satisfeito. Ele percebeu que somos bem diferentes de outros grupos radicais e cismáticos. Mostrei a ele como estamos em comunhão com o nosso Bispo diocesano e com os outros Bispos católicos”, relatou Dom Fernando.
Dom Fernando explicou ao Papa como funciona o Seminário e a triagem de vocações da Administração Apostólica. Além disso, ele contou que atendem também 11 outras dioceses com a permissão ou pedido dos Bispos locais. Outros assuntos abordados no encontro foram a necessidade de continuação da circunscrição eclesiástica e sua carta de renúncia.
“Falei-lhe, assim e, portanto, da necessidade de continuar com a nossa Administração Apostólica pelo bem da Igreja. Disse-lhe que já havia apresentado minha carta de renúncia, pelos meus 75 anos, e a necessidade da continuação de termos um bispo. Claro que a resposta dele virá através dos canais competentes, após as consultas de praxe. Sobre a minha renúncia, não me julgo necessário nem insubstituível, o que ninguém é, como sempre ensinei. Claro que não pedi nada, além da benção dele. Faço minha a oração de São Martinho: ‘Senhor, se ainda sou necessário ao vosso povo, não recuso o trabalho.’ Mas esses trâmites demoram um pouco. O Papa não dá resposta imediata. Faz muitas consultas primeiro. Repeti a ele a frase dele, quando cardeal, durante o Conclave: ‘Estamos nas mãos do Espírito Santo e da Igreja”, contou.
Rifan destaca a satisfação da audiência com o Papa: “Fiquei muito satisfeito com essa visita cordial e auspiciosa, demonstrando nossa adesão e comunhão com a Cátedra de Pedro na pessoa dele. No final, citei e recitamos juntos a oração: ‘Dominus conservet eum … et non tradat eum in manibus inimicorum eius.’