PF mira aplicações de R$ 1 bilhão do Rioprevidência no Banco Master
23/01/2026 08:05 - Atualizado em 23/01/2026 15:52
Reprodução/TV Globo
O presidente e diretores do Rioprevidência, o Regime Próprio de Previdência Social do RJ, são alvo de buscas pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (23), na Operação Barco de Papel. A PF investiga aportes de quase R$ 1 bilhão da autarquia no Banco Master. O fundo estadual é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões a 235 mil servidores inativos do RJ — e que, segundo a PF, aplicou quase R$ 1 bilhão no Master. Foram feitas buscas e apreensões na Sede da RioPrevidência e em residências em Botafogo, Gávea e Urca.
Divulgação: PF

“A investigação, iniciada em novembro, visa apurar um conjunto de 9 operações financeiras, realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024, que resultaram na aplicação de aproximadamente R$ 970 milhões de recursos pertencentes à autarquia em Letras Financeiras emitidas por banco privado”, declarou a PF.
Na sede da Previdência estadual, foram apreendidos arquivos digitais e documentos. Em um imóvel em Botafogo, os agentes confiscaram um veículo de luxo blindado, cerca de R$ 7 mil em espécie, além de relógio, pen drive e outros documentos.
Na Urca, em outra residência, foram apreendidos um veículo de luxo, aproximadamente R$ 3,5 mil em dinheiro, aparelhos eletrônicos, notebooks e documentos. Já em um imóvel na Gávea, os agentes recolheram um celular, um notebook e mais documentos.
O Rioprevidência afirmou ter feito nos últimos anos aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro. A PF considera que essas operações financeiras, supostamente irregulares, “expuseram o patrimônio da autarquia a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.

O fundo estadual é responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do RJ e seus dependentes, como aposentadorias e pensões.
Agentes saíram para cumprir 4 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal. Os quatro mandados são contra: Deivis Marcon Antunes, diretor-presidente da instituição; Eucherio Lerner Rodrigues, ex-diretor de investimentos; Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretor de investimento interino; e Rioprevidência, ou seja, agentes cumprem mandados na própria sede da instituição.

Segundo a PF, o objetivo é “apurar a suspeita de operações financeiras irregulares que expuseram o patrimônio de autarquia (...) a risco elevado e incompatível com sua finalidade”.
Com informações do G1

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