Gabriel Torres
12/02/2026 15:49 - Atualizado em 12/02/2026 15:49
Um homem foi preso suspeito de integrar organização criminosa que extorquia motoristas de transporte alternativo
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Foto: Reprodução
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta quinta-feira (12), em São Francisco de Itabapoana, a Operação Ponto Final, com objetivo de desarticular uma organização criminosa responsável por extorquir motoristas de transporte alternativo e taxistas na região. Segundo a Polícia Civil, o grupo também é investigado por envolvimento em roubos e tentativa de homicídio. Até o momento, um suspeito foi capturado e três mandados foram cumpridos contra pessoas que já estavam no sistema penitenciário.
Com apoio do Ministério Público e da Polícia Militar, os agentes foram cumprir mandados de prisão e busca e apreensão. De acordo com a Polícia Civil, as investigações revelaram que integrantes de uma facção criminosa vinham ampliando sua área de influência e impondo um verdadeiro regime de terror sobre motoristas de vans e comerciantes locais. As vítimas eram ameaçadas e obrigadas a pagar valores periódicos para continuar trabalhando.
A partir da análise de informações e levantamentos de campo, os agentes identificaram que a atuação dos criminosos ocorria de forma articulada, com criminosos realizando cobranças, ameaças e intimidações diretamente nas ruas e as lideranças da facção criminosa dando as ordens de ações.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça sete pessoas por operar um esquema de extorsão contra motoristas de vans e táxis em São Francisco de Itabapoana. Todos os denunciados vão responder pelos crimes de associação criminosa e extorsão. A denúncia foi recebida pelo Juízo da Vara de São Francisco de Itabapoana, que atendeu ao pedido do MP e expediu seis mandados de prisão e quatro de busca e apreensão.
Segundo a denúncia do MP, criminosos vinculados à facção passaram a impor, ao menos desde 2022, o pagamento semanal como condição para que motoristas de transportes alternativos e até taxistas pudessem trabalhar livremente na Praça Central da cidade, sob ameaça de represálias. As apurações indicam intimidações constantes e ocorrências de punições violentas em alguns casos de desobediência.
De acordo com as investigações, as ordens eram repassadas de dentro do sistema prisional para gerentes externos e executadas por “cobradores” identificados em diferentes inquéritos. O Ministério Público destacou que a violência do grupo criminoso passou a se intensificar a partir de 2025, quando as ameaças deixaram de ser apenas verbais, com dois casos em que veículos foram alvo de roubo e de disparos de armas de fogo como forma de punição a motoristas resistentes a pagar os valores exigidos.