Sob forte emoção, corpo de Nélio Pessanha é velado em Campos
Gabriel Torres 05/04/2026 10:44 - Atualizado em 05/04/2026 11:07
Velório de Nelinho
Velório de Nelinho / Foto: Rodrigo Silveira
Sob forte emoção, familiares e amigos estiveram presentes no adeus ao piloto campista Nélio Maria Batista Pessanha, conhecido como Nelinho, de 30 anos. O velório aconteceu em uma capela do Cemitério do Caju, em Campos, e o sepultamento acontece no Cemitério de São Francisco de Itabapoana, também neste domingo de Páscoa. 
Ele era filho único dos jornalistas Jô Siqueira e Luiz Costa, que teria mais dois filhos em outro casamento. O momento de despedida contou com a presença de diversos profissionais da comunicação. 
“Jô é uma pessoa extremamente querida, é uma pessoa que trabalha comigo há mais de 10 anos. Realmente foi uma tragédia, a gente sabe a dor que ela está sentindo, então o momento é de realmente ter fé, como eu tenho falado pra ela, muita fé, ter muita esperança e saber que existe uma coisa muito maior do que nossa vida aqui na Terra. O que a gente pode desejar a ela e toda a família é muita solidariedade, amor, carinho e estar junto nesse momento difícil”, disse Raphael Thuin, ex-vereador de Campos e diretor do projeto Paraesporte.
O jornalista e amigo dos pais de Nélio, Antônio Fagundes Nunes, também esteve presente no último adeus e falou sobre um momento com Nelinho, além de recordar que trabalhou com Jô e Luiz nos jornais A Cidade e na Folha da Manhã.

“Eu tenho uma passagem interessante com o Nélio, que ele vai lá na minha casa com a mãe, com Jô e com o Silênio, nosso companheiro jornalista também. Silênio levou o filho, o Bernardo, e Jô levou o Nélio. E eles brincando na sala, teve um momento que eles fizeram uma brincadeira, que eles corriam e mergulhavam assim em cima dos sofás. Então, o Nélio já estava decolando. Ele estava voando, devia ter uns 8 anos, assim, e depois, com a carreira, foi para o interior de São Paulo, mas assim, contato de Jô com ele, fantástico, direto, Luiz também, são pais que sempre tiveram muito carinho, muito cuidado, muita aproximação, acompanhando a carreira, é o que dizem, a gente não está preparado para essa inversão, né? O filho ir antes dos pais”, lamenta.
O fotógrafo Genilson Pessanha, que trabalhou na Folha da Manhã e viu Nélio crescer durante sua amizade com os jornalistas Luiz Costa e Jô Siqueira, também esteve presente no momento de despedida e falou sobre o jovem.
“Um garoto com um futuro brilhante, inteligente, e assim, eu vi o Nelinho na barriga da mãe. Quando a Jô trabalhava lá na Folha, juntamente com o Luiz, tive a oportunidade de compartilhar esses momentos com eles, e vi o Nélio crescer, o Luiz sempre nos finais de semana, levando o Nelinho lá para redação quando a gente estava de plantão juntos, na ocasião o Luiz era editor. A gente formou um laço de amizade, que eu já tinha com o Luiz e com a Juá, e vendo o Nélio crescer, esse garoto voou, bateu asas mesmo, muito jovem, brilhante, e assim, uma fatalidade dessa deixa a gente muito chocado, porque a vida nossa é muito breve, muito curta, e a gente fica sem entender o porquê. Mas que Deus possa nos dar força, sabedoria e discernimento para seguirmos, que possa confortar ao Luiz, a Jô e a todos os amigos que aqui ficam nesse momento”, contou.
Criança de redação e piloto de avião na vida adulta, Nélio Maria Batista Pessanha
Criança de redação e piloto de avião na vida adulta, Nélio Maria Batista Pessanha / Foto: Arquivo de família
Nelinho faleceu em uma queda do avião de pequeno porte que pilotava, na última sexta-feira (3), na cidade de Capão da Canoa, no Rio Grande do Sul. E no qual também morreram os empresários Déborah Belanda Ortolani, Luis Antonio Ortolani e Renan Saes.

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