Trump anuncia trégua de 5 dias em ataques à infraestrutura energética do Irã, que nega diálogo
23/03/2026 11:13 - Atualizado em 23/03/2026 11:13
Donald Trump
Donald Trump / Reprodução
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (23) que os Estados Unidos tiveram conversas boas e produtivas com o Irã e que ordenará aos militares que adiem quaisquer ataques militares contra usinas de energia e infraestrutura energética iranianas.
A Embaixada do Irã em Cabul, no Afeganistão disse que "Trump recuou de ataques à infraestrutura energética após o aviso firme do Irã".
A agência de notícias iraniana Fars, estatal da Guarda Revolucionária do Irã, afirmou, com base em fontes, que não há conversas em andamento entre autoridades de Teerã e dos EUA. E disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, recuou após ouvir as ameaças do Irã de atacar estações energéticas no Golfo.
O Exército de Israel anunciou uma série de "ataques a alvos do regime de terror do Irã no coração de Teerã" em comunicado divulgado nas redes sociais às 8h59 do horário de Brasília.
A agência de notícias iraniana Tasnim, citando uma fonte oficial que falou sob condição de anonimato, afirmou nesta segunda-feira (23) que o Estreito de Ormuz não retornará às condições pré-guerra e que os mercados de energia permanecerão instáveis.

Ainda segundo a agência, não há negociações em andamento com os EUA e o presidente dos EUA, Donald Trump, recuou da ideia de atacar infraestruturas críticas do Irã em meio à pressão do mercado financeiro, alertando que Teerã continuará a se defender até alcançar a dissuasão.
"As declarações de Trump visam diminuir os preços da energia e ganhar tempo para seus planos militares", acusa a agência de notícias iraniana Mehr, citando o Ministério das Relações Exteriores do Irã.

"Existem iniciativas para diminuir as tensões, mas nossa resposta é que os EUA devem ser o interlocutor, já que não fomos nós que iniciamos a guerra", defende o ministério.
Já nesta segunda-feira, o presidente Donald Trump disse a repórteres que queria que houvesse "o máximo de petróleo possível no sistema", ao ser questionado sobre a decisão do Departamento do Tesouro dos EUA, na semana passada, de aliviar as sanções ao petróleo iraniano retido no mar.
Papa condena ataques aéreos
O Papa Leão XIII criticou duramente os bombardeios aéreos nesta segunda-feira, afirmando que são indiscriminados e deveriam ser proibidos, em seus mais recentes comentários contra a guerra, enquanto o conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã entra em sua quarta semana.

Leão XIII, o primeiro papa americano, não mencionou especificamente o conflito crescente em uma reunião com executivos e funcionários da companhia aérea italiana ITA Airways, mas condenou veementemente o uso do poder aéreo em guerras.

"Ninguém deveria ter que temer que ameaças de morte e destruição possam vir do céu. Após as experiências trágicas do século XX, os bombardeios aéreos deveriam ter sido proibidos para sempre. No entanto, eles ainda existem... isso não é progresso; é retrocesso!", afirmou.
Com informações do G1

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