Presidente do TJ adia viagem para assumir o governo do RJ
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), Ricardo Couto, a partir desta quinta-feira (29), será o governador em exercício do estado, até o retorno do governador Cláudio Castro (PL), previsto para o dia 7 de fevereiro. Segundo a assessoria do governo, Castro embarcou para compromissos internacionais relacionados a meio ambiente, energia e tecnologia, na Dinamarca, na Itália e na Inglaterra.
O primeiro na linha sucessória prevista na atual Constituição do estado é Couto, por conta da saída de Thiago Pampolha para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar (União Brasil), pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na última quarta-feira (28), O Globo afirmou que o presidente interino do Legislativo, Guilherme Delaroli (PL), ficaria na cadeira de governo. Havia um acordo entre Couto, Castro e Delaroli alinhado na terça-feira (27), no Fórum, no Centro do Rio, para resolver a confusa linha sucessória do Rio.
O acordo, porém, não tem previsão legal, segundo especialistas ouvidos pelo jornal O Globo.
Nesta quinta, o Tribunal de Justiça enviou uma nota afirmando que Couto adiou a viagem.
"Cumprindo o protocolo oficial, o desembargador Ricardo Couto de Castro assumiu o cargo após receber ofício da Assembleia Legislativa cientificando a viagem do governador. O presidente do Tribunal permanecerá no exercício do governo do Rio de Janeiro até o retorno do governador eleito", diz a nota. "Diante da comunicação da viagem do governador, o presidente do Tribunal de Justiça teve que adiar a viagem agendada para esse final de semana, também ao exterior."
Delarori, que já havia confirmado que assumiria o governo, não quis se manifestar.
Desembargador deve assumir de novo com candidatura de Castro
Couto deve voltar ao cargo interino de governador do estado quando Castro deixar o governo para ser candidato ao Senado. O prazo é até o início de abril.
Caso se confirme, Couto terá até 30 dias para convocar uma eleição indireta, feita pela Alerj, para um mandato-tampão. Ou seja, o eleito ficará no cargo só até o fim do ano. Em janeiro, assumiria o candidato eleito na eleição direta, em outubro.
Com informações do g1.