PF entrega relatório sobre celular de Vorcaro ao STF; arquivos têm menções a Toffoli
12/02/2026 07:59 - Atualizado em 12/02/2026 07:59
O Presidente do STF Dias Toffoli
O Presidente do STF Dias Toffoli / Agência Brasil
O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, entregou ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), relatório sobre dados do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O celular continha menções ao ministro Dias Toffoli, também do STF, relator da investigação sobre o Master no STF.

As menções a Toffoli aparecem em conversas no celular de Vorcaro. O celular foi apreendido na Operação Compliance Zero, da PF, que investiga fraudes financeiras no Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro.

Em nota, o gabinete de Toffoli chamou de "ilações" as menções ao nome dele e afirmou que não há motivo para ser alegada suspeição do ministro no caso Master. Em caso de suspeição, Toffoli deveria deixar a relatoria.
"O gabinete do Ministro Dias Toffoli esclarece que o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações. Juridicamente, a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil. Quanto ao conteúdo do pedido, a resposta será apresentada pelo Ministro ao Presidente da Corte", afirma a nota.
Em nota, a defesa de Vorcaro criticou vazamentos seletivos das investigações.

"A defesa de Daniel Vorcaro manifesta preocupação com o vazamento seletivo de informações, que acaba por gerar constrangimentos indevidos, favorecer ilações e a construção de narrativas equivocadas, além de prejudicar o pleno exercício do direito de defesa. O respeito ao contraditório e ao devido processo legal é condição essencial para a correta apuração dos fatos", afirmaram os advogados do banqueiro.
Ao encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório sobre arquivos encontrados no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a Polícia Federal cita um artigo da Lei Orgânica da Magistratura que trata de situações em que há índicios de crimes cometidos por magistrados e um trecho do regimento interno do STF sobre declaração de suspeição.

A declaração de suspeição é o ato de um magistrado para reconhecer que não pode ser o relator de um processo, abrindo mão dele.
O celular de Vorcaro apreendido pela PF continha menções ao ministro Dias Toffoli, que é o relator da investigação sobre o Banco Master no STF.

Segundo o blog do g1 apurou, a PF não pediu a suspeição de Toffoli.

Diz o parágrafo único do artigo 33 da Lei Orgânica da Magistratura, que rege o funcionamento do Poder Judiciário:

"Quando, no curso de investigação, houver indício da prática de crime por parte do magistrado, a autoridade policial, civil ou militar, remeterá os respectivos autos ao Tribunal ou órgão especial competente para o julgamento, a fim de que prossiga na investigação."

As menções ao ministro aparecem em conversas no celular, segundo a investigação. O aparelho foi apreendido em novembro na Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras no Master, liquidado pelo Banco Central.

Segundo fontes que acompanham a investigação, a avaliação é que Toffoli conta com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para dizer que não há irregularidades no que foi levantado pela PF sobre ele.
Com informações do G1

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