Relatório da PF aponta atuação de Bacellar e TH Jóias junto à facção criminosa
A Polícia Federal (PF) indiciou o deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) e o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Jóias. Eles são suspeitos de vazar informações sigilosas para integrantes do Comando Vermelho. O relatório da PF aponta que o presidente afastado da Alerj exercia “a liderança do núcleo político” da facção e TH Joias, como elo direto com o poder público. Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado também foram indiciados.
A defesa do deputado Rodrigo Bacellar nega o envolvimento dele com o vazamento de informações e com a organização criminosa.
O desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, que chegou a ser preso no curso das investigações, não foi indiciado. Segundo a PF, a medida se deve às regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece procedimentos específicos para a responsabilização de magistrados.
Quanto a Bacellar, no momento licenciado do mandato e afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso no dia 3 de dezembro do ano passado pela Polícia Federal (PF) na Operação Unha e Carne. Ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Jóias foi preso.
No dia 9 de dezembro, Bacellar deixou a prisão, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a substituição da detenção por medidas cautelares.
Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou de ser deputado após sua prisão.
A assessoria de Bacellar divulgou nota em relação ao indiciamento. “Em relação ao presidente da Assembleia Rodrigo Bacellar, a defesa esclarece que inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas. A defesa destaca ser descabido o indiciamento efetivado, realizado muito mais para justificar a ação açodada da Autoridade Policial, do que respaldada em elementos sérios e comprometedores”, salienta.
Com base no relatório, revelado pelo O Globo, mais detalhes foram divulgados. Por exemplo, quando a PF sustenta que a influência de Bacellar ia além da Assembleia, descrevendo uma “macroinfluência em todos os setores políticos do Rio” e ascendência hierárquica sobre aliados, inclusive a de orientar aliados antes de operações policiais.
Outro dado revelado pela PF diz respeito ao papel do ex-chefe de gabinete de Bacellar, Rui Bulhões Júnior. Na casa dele, em Botafogo, no Rio de Janeiro, a Polícia Federal encontrou o que seria “um manual” com instruções de como apagar informações e desativar backups dos celulares de Bacellar. Esse material foi apreendido durante uma etapa da Unha e Carne, em dezembro passado.
Foram recolhidos no imóvel, três iPhones, dois pendrives, três agendas, duas pistolas e 150 munições, além do roteiro.
A defesa do deputado Rodrigo Bacellar nega o envolvimento dele com o vazamento de informações e com a organização criminosa.
O desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Macário Judice Neto, que chegou a ser preso no curso das investigações, não foi indiciado. Segundo a PF, a medida se deve às regras previstas na Lei Orgânica da Magistratura, que estabelece procedimentos específicos para a responsabilização de magistrados.
Quanto a Bacellar, no momento licenciado do mandato e afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso no dia 3 de dezembro do ano passado pela Polícia Federal (PF) na Operação Unha e Carne. Ele é suspeito de ter vazado informações sigilosas da Operação Zargun, deflagrada em setembro, em que o então deputado estadual TH Jóias foi preso.
No dia 9 de dezembro, Bacellar deixou a prisão, após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a substituição da detenção por medidas cautelares.
Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, foi preso por tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro, suspeito de negociar armas para o Comando Vermelho (CV). Ele assumiu o mandato em junho, mas deixou de ser deputado após sua prisão.
A assessoria de Bacellar divulgou nota em relação ao indiciamento. “Em relação ao presidente da Assembleia Rodrigo Bacellar, a defesa esclarece que inexiste qualquer elemento probatório para pretender lhe imputar qualquer participação em ilicitude e ou vazamento, ao contrário, só há ilações desamparadas. A defesa destaca ser descabido o indiciamento efetivado, realizado muito mais para justificar a ação açodada da Autoridade Policial, do que respaldada em elementos sérios e comprometedores”, salienta.
Com base no relatório, revelado pelo O Globo, mais detalhes foram divulgados. Por exemplo, quando a PF sustenta que a influência de Bacellar ia além da Assembleia, descrevendo uma “macroinfluência em todos os setores políticos do Rio” e ascendência hierárquica sobre aliados, inclusive a de orientar aliados antes de operações policiais.
Outro dado revelado pela PF diz respeito ao papel do ex-chefe de gabinete de Bacellar, Rui Bulhões Júnior. Na casa dele, em Botafogo, no Rio de Janeiro, a Polícia Federal encontrou o que seria “um manual” com instruções de como apagar informações e desativar backups dos celulares de Bacellar. Esse material foi apreendido durante uma etapa da Unha e Carne, em dezembro passado.
Foram recolhidos no imóvel, três iPhones, dois pendrives, três agendas, duas pistolas e 150 munições, além do roteiro.
Com informações do O Globo e G1.