Caso Ceperj: Julgamento de Castro e Bacellar será retomado com chance de novo pedido de vista
Dora Paula Paes 09/03/2026 17:50 - Atualizado em 09/03/2026 17:58
Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar
Cláudio Castro e Rodrigo Bacellar / Fotos: Divulgação
O julgamento do Caso Ceperj será retomado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (10). A decisão da Justiça poderá levar à cassação do governador do Rio, Cláudio Castro (PL) e torná-lo inelegível por oito anos. O presidente afastado da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, também será julgado na mesma ação. Entretanto, nos bastidores já se especula que o julgamento poderá ser suspenso por mais 60 dias.
"A expectativa é que o ministro Antonio Carlos Ferreira vote acompanhando a relatora Isabel Gallotti, formando provisoriamente 2 a 0 pela condenação. Contudo, bastidores indicam que novo pedido de vista pode suspender novamente o julgamento por até 60 dias", informou nesta tarde de segunda-feira (9), a jornalista Berenice Seara.
Além de Castro, também são acusados Rodrigo Bacellar e o ex-vice-governador Thiago Pampolha. O Caso Ceperj envolve acusações de abuso de poder político e econômico no escândaloCeperj, nas eleições de 2022. Trata-se de suposto uso do dinheiro público para pagamento de cabos eleitorais.
Em 2025, o julgamento chegou a ser marcado pelo TSE, porém não ocorreu. Na ocasião, ambos afirmavam que foram absolvidos pela Justiça Eleitoral do Rio, que considerou as acusações improcedentes por falta de provas.
Porém, segundo a procuradora eleitoral Neide Carvalho de Oliveira, foram gastos no esquema cerca de R$ 640 milhões, oriundos da Uerj, e R$ 226 milhões do Ceperj, sacados diretamente da boca do caixa.
Castro e Bacellar já foram absolvidos pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) em maio de 2024, em votação apertada que terminou 4 a 3. Mas o Ministério Público recorreu ao TSE. O processo é relatado pela ministra Isabel Gallotti. Além dela, participam do julgamento a presidente da Corte, Cármen Lúcia, e os ministros Nunes Marques, André Mendonça, Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha.

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