Rodrigo Bacellar é preso novamente pela Polícia Federal
27/03/2026 18:38 - Atualizado em 27/03/2026 21:24
Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj
Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj / Divulgação
A Polícia Federal prendeu, pela segunda vez, o deputado cassado Rodrigo Bacellar (União). O novo mandado, expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), foi cumprido nessa sexta-feira (27) na terceira fase da Operação Unha e Carne, que investiga suposto vazamento informações sigilosas da Operação Zargun, em que o ex-deputado estadual TH Joias, ligado à facção criminosa Comando Vermelho, foi preso.
Bacellar foi localizado em sua casa, no município de Teresópolis, na Região Serrana do Rio. Ele foi encaminhado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro, de onde foi transferido para o presídio de Benfica, onde deve passar por audiência de custódia. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Segundo a PF, a operação desta sexta está relacionada com a ADPF 635/RJ (ADPF das Favelas) - e obrigações determinadas pela sentença para a Polícia Federal em relação à investigação de grupos criminosos.
O ex-presidente da Alerj já tinha sido preso no dia 3 de dezembro de 2025. Na ocasião, sua prisão foi revogada após votação na Alerj e o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou medidas cautelares para a soltura de Bacellar, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A decisão que determinou a nova prisão observa que Bacellar perdeu o mandato na terça-feira e usa, como justificativa, a garantia da ordem pública. Na decisão, o ministro Alexandre de Moraes fala sobre a perda do mandato e aponta indícios de participação em organização criminosa e de atuação para atrapalhar investigações, como vazamento de informações. Também foi mencionado risco à ordem pública, diante da influência do investigado
A decisão também afirma que há indícios de que o investigado atuou para atrapalhar operações policiais; participação em vazamento de informações sigilosas, frustrando ação policial e atuação orientando terceiros a retirar provas e esvaziar locais investigados.
Em nota assinada por Daniel Bialski e Roberto Podval, a defesa de Bacellar se pronunciou: “A defesa desconhece completamente os motivos dessa nova prisão decretada, mas ainda assim a classifica como indevida e desnecessária, já que nosso cliente vinha cumprindo fiel e completamente todas as medidas cautelares impostas. Portanto, irá contestar e recorrer para que seja revista e revogada o quanto antes”.
Denunciado pela PGR – No último dia 16, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou Bacellar pelo vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho. Também foram denunciados o ex-deputado estadual TH Joias, o desembargador federal Macário Neto e mais duas pessoas.
Esta semana, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a cassação do mandado de Bacellar, por relação dele com o chamado escândalo da Ceperj - o mesmo que resultou na perda de mandato e inelegibilidade do ex-governador Cláudio Castro. A cassação do mandato do deputado estadual Rodrigo Bacellar vai provocar uma recontagem dos votos das eleições de 2022 no Rio de Janeiro e um novo cálculo que pode mudar não só a vaga dele, mas também outras cadeiras na Assembleia Legislativa (Alerj).

A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina a exclusão dos votos recebidos por Bacellar e a chamada retotalização, um procedimento que recalcula toda a distribuição das vagas com base nos votos válidos restantes.
Com informações do G1

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