STF inicia julgamento sobre eleição-tampão que definirá futuro político do Rio
Hevertton Luna 08/04/2026 13:51 - Atualizado em 08/04/2026 15:57
Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fachada do palácio do Supremo Tribunal Federal (STF) / Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O futuro político do Rio de Janeiro começou a ser decidido no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (8). No plenário virtual da Corte, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes sinalizaram o voto pela eleição direta. Fica a expectativa pelos votos de Luiz Flux, Dias Toffoli e do presidente do STF, ministro Edson Fachin.

O julgamento tem como base a ação do PSD, que contesta a eleição indireta e considera que a saída de Cláudio Castro do governo do Rio foi "manobra política" e que cabe à população escolher o novo governador.
15h50 — Fase de votações começa pelos relatores. Primeiro a falar é o ministro Luiz Fux
15h36 — O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu as eleições diretas. Ele explicou que o STF diferencia o tipo de regra aplicável quando a vacância dos cargos estaduais ocorre por causas eleitorais e não eleitorais.

"A renúncia ao cargo em meio ao julgamento do TSE expressa uma manobra para fugir às consequências legais dos fatos em julgamento pela Corte Eleitoral", disse.
15h24 — O advogado Aristides Junqueira Alvarenga, do PSD-RJ, ressaltou que a renúncia de Cláudio Castro ocorreu quando já havia dois votos para a cassação. Considera que a renúncia teve motivo eleitoral. Defendeu, por isso, a eleição direta.

"Preciso lembrar que a renúncia foi feita em curso o julgamento da cassação. Causa da vacância decorre de julgamento do TSE. Trata-se de causa de natureza eleitoral", falou.
15h06 — O advogado do PSD, Thiago Fernandes Boverio, comparou o Rio a Gotham City. Disse que, se a eleição for indireta, é possível que elejam o "Coringa no lugar do Batman".
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Com informações do G1

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