STF retoma julgamento sobre eleições no Rio
Hevertton Luna 09/04/2026 13:24 - Atualizado em 09/04/2026 15:01
O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta quinta-feira (9), o julgamento das ações que discutem como será a escolha do novo governador do Rio de Janeiro. Os ministros vão decidir se a escolha será feita pelo voto popular ou via Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), após a renúncia e a cassação do mandato de Cláudio Castro (PL). O placar está em 1x1, Fux decidiu pela indireta e Zanin pelo direta. 

Nesta quinta, o primeiro a votar deve ser o ministro Flávio Dino. Depois, devem se manifestar Nunes Marques, André Mendonça, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, o decano Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Edson Fachin.
14h59 - O ministro André Mendonça cita a indefinição no estado do Rio e pede para antecipar o voto.
14h52 - Dino pede mais tempo para analisar os casos e justifica que ainda não há a publicação da decisão sobre o governo do Rio no TSE.
14h43 - O ministro Flávio Dino começa a votar.
14h35 - Sessão é aberta para o julgamento.
Início do julgamento
O julgamento começou na quarta-feira (8). Os ministros ouviram os argumentos das partes e, em seguida, os votos dos relatores.

No tema do formato da eleição, o ministro Cristiano Zanin votou para que o pleito seja direto, com participação da população.

O ministro Luiz Fux divergiu e defendeu a escolha pela via indireta, em decorrência da eleição de um novo presidente da Alerj. Nesse cenário, o novo presidente da Alerj assumiria o governo de forma interina até a sucessão em janeiro 2027.

Zanin também avaliou que a lei do Rio de Janeiro que trata da eleição indireta não se aplica ao caso de Cláudio Castro. Para ele, quando essa norma for usada — em situações não eleitorais — a votação na Assembleia deve ser aberta.

Fux, por outro lado, considerou válida a previsão de voto secreto para essa escolha prevista na lei estadual.

Os dois ministros concordaram sobre o prazo de desincompatibilização: 24 horas para que candidatos deixem os cargos que ocupam.
Com informações do G1

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