Cresce a possibilidade do mandato interino de Ricardo Couto se estender até outubro
Dora Paula Paes 13/04/2026 19:47 - Atualizado em 13/04/2026 19:53
Ricardo Couto
Ricardo Couto / Camilla Alcântara/Amaerj
O desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, pode permanecer no comando interino do governo do estado até outubro. A possibilidade chegou a ser ventilada nesta segunda-feira (13) pela coluna Bastidores do Lauro, no O Globo.
Porém, desde a última quarta-feira (8), a questão foi levantada durante julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal), para definir o modelo da eleição-tampão no Rio.
Segundo Lauro Jardim, a situação segue ainda muito confusa, e Couto, que ficaria por 30 dias, pode continuar no cargo. “A permanência do Ricardo Couto é hoje a possibilidade mais provável de ocorrer nesse processo de sucessão”.
Jardim explica que o que se discutia era se a eleição seria direta (voto popular) ou indireta (com votação na Assembleia Legislativa), assunto tratado no STF. Porém, o ministro Flávio Dino pediu vista no processo. Ele alegou que precisa ler o acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que julgou o caso Ceperj que condenou o ex-governador Cláudio Castro a inelegibiliade e ainda não foi divulgado.
Pelo regime do STF, um pedido de vista pode durar até 90 dias, pazo que aproxima ainda mais do calendário eleitoral de 2026. 
Na semana passada, o ministro Cristiano Zanin foi quem primeiro apresentou a tese de que o desembargador poderia ficar no cargo até outubro ou mesmo até janeiro de 2025. O argumento central dele, na ocasião, era o de evitar a necessidade de realizar duas eleições em um período muito curto: uma eleição para mandato-tampão e, posteriormente, a eleição regular já prevista no calendário eleitoral.

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