Dora Paula Paes
18/03/2026 07:56 - Atualizado em 18/03/2026 07:56
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“O amor surge do caos, o caos surge do vazio, e o vazio cria a si mesmo!” (Binha Dauma)
A poesia ainda tem vez? Qual a importância da poesia nos dias de hoje? São várias as inquietações. A estudante de Ciência da Computação da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e poetisa, Binha Dauma, responde com uma citação do filme “Sociedade dos Poetas Mortos” (1989), dita pelo personagem John Keating, brilhantemente interpretado por Robin Williams: “Medicina, direito, administração, engenharia: são atividades nobres e necessárias à vida. Mas a poesia, beleza, romance, amor... são as coisas pelas quais vale a pena viver.”
Tal qual o personagem do filme que marcou e ainda marca gerações, Binha também considera a mais sublime das artes, que permanece indestrutível ao tempo.
”A poesia é, para mim, sobre não se perder no tempo e encontrar o seu caminho em meio aos percalços da vida. É o belo em si, herdado dos gregos antigos e como proposto pelos filósofos idealistas que iniciaram em Platão”, destaca a poetisa que acaba de lançar seu primeiro título impresso. “Janela de Minha Alma: Alguns Poemas” é seu livro de poesias publicado pelo Grupo Editorial Caravana.
Ainda sobre a poesia ela sai em defesa dessa forma de expressar através da essência que cada um traz dentro de si, mesmo que o ser humano esteja cada vez mais imerso no mundo tecnológico.
”Em um mundo cada vez mais superficial, em que relações mudam em instantes e o ser humano é objeto cada vez mais do escrutínio tecnológico e digital, preservar artes milenares e que carregam a profundidade da vida é essencial para preservar a nossa própria humanidade”, disse Binha.
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Sobre a obra, a escritora informou que, nas 45 páginas do seu novo livro “Janela de Minha Alma: Alguns Poemas”, o leitor vai encontrar poemas que remetem à sua adolescência e juventude e ao contato com a natureza em histórias, sentimentos e paixões.
— Convido o leitor a abrir a janela e adentrar à minha casa, conhecendo as minhas memórias, sonhos, alegrias e tristezas, em uma visão filosófica da vida. As poesias foram escritas entre os meus 15 e 19 anos de idade. E só aos 26 anos que resolvi publicá-las. A importância desta minha obra está em não se perder e ser fiel à própria essência, mesmo quando não se sabe para onde os caminhos seguidos irão levar — contou Binha.
A intimidade de Binha com a escrita da poesia começou cedo. Segundo ela, escreve poesias desde os sete anos de idade.
Natural de Santa Maria Madalena, ela conta que iniciou sua trajetória poética em concursos escolares, onde escrevia e recitava.
Dos 13 aos 19 anos, Binha escreveu na rede social Tumblr, onde originaram os poemas do livro.
— Retomei a escrita há uns três anos e estou com alguns projetos de livros caminhando, inclusive em Inglês. Mas além de poesias também escrevo contos, artigos de opinião e sou comunicadora científica — afirmou Binha.
O livro “Janela de Minha Alma: Alguns Poemas” pode ser adquirido pelo seguinte link:https://caravanagrupoeditorial.com/livro/janela-de-minha-alma-alguns-poemas/.
Também no início de 2026, a autora está participando da coletânea “Viva Poesia 2025”, da editora Lura.Já oebook“IA Generativa e o Setor Público: Um Guia Prático do Uso de Inteligência Artificial Generativa no Setor Público”é outro trabalho desenvolvido por ela.
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— Para quem gosta de acompanhar as novidades da minha carreira como escritora, como meus próximos lançamentos, e ter umspoilerdo que estou escrevendo e posto online, é só seguir no Instagram meu perfil: @binhapoems – disse Binha.
A comunicadora científica, pesquisadora júnior em deep learning e computação quântica, com toda uma alma de poeta, também é uma apaixonada por coisas nerds, como ela mesma diz. Entre seus gostos estão Star Wars, filmes e séries de zumbiz, os animes do estúdio Ghibli, como tantos outros jovens da sua geração. Curtir todos esses conteúdos não a impede de mostrar a alma na poesia.