Maduro passa primeira noite em prisão federal de Nova Iorque
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, passou a primeira noite na prisão federal no Brooklyn, em Nova Iorque, nos EUA. Ele foi capturado pelo governo estadunidense em Caracas, nesse sábado (3). No fim da noite de sábado, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez irá assumir interinamente a presidência do país. A captura de Maduro ganhou repercussão mundial.
Maduro chegou ao centro de detenção em Nova York no fim da noite deste sábado (3). Antes, ele foi conduzido sob custódia ao escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), onde foi fichado.
Em entrevista coletiva, o presidente Donald Trump disse que avalia os próximos passos para o país sul-americano. Ele ainda afirmou que os EUA pretendem conduzir o país por meio de um "grupo" que está em formação até uma transição de poder, sem detalhar prazos nem como esse arranjo funcionaria.
A decisão do Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela determinou que Rodríguez assumiria "o cargo de Presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação". A Justiça acrescentou que o tribunal irá debater a questão a fim de "determinar o quadro jurídico aplicável para garantir a continuidade do Estado, a administração do governo e a defesa da soberania face à ausência forçada do Presidente da República".
Em um pronunciamento transmitido na televisão pública, Delcy pediu calma e afirmou que a Venezuela "nunca será colônia de nenhuma nação". Disse ainda que Nicolás Maduro continua sendo o único presidente do país e classificou sua captura como um “sequestro” promovido pelos EUA.
Repercussão mundial
Neste domingo (4), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel apoia uma forte ação dos Estados Unidos na Venezuela. "Desejo expressar o apoio de todo o governo à decisão resoluta e à ação enérgica dos Estados Unidos para restaurar a liberdade e a justiça naquela região do mundo", disse.
Já o papa Leão XIV disse que a Venezuela deve permanecer um país independente. O pontífice, primeiro papa dos EUA, afirmou que está acompanhando a situação no país com "profunda preocupação".
Também neste domingo, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os Estados Unidos devem libertar imediatamente o líder venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, e resolver a situação na Venezuela por meio de diálogo e negociação.
A Coreia do Norte se manifestou neste domingo: "Ataques dos EUA à Venezuela são 'a forma mais grave de violação da soberania'".
E, ainda às 14h deste domingo (4), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, participa da reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), convocada para discutir a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
A Celac é um bloco criado no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países.
A Celac é um bloco criado no México, em 2010, que reúne 33 países da região. A aliança busca a integração latino-americana e caribenha, além da coordenação política, econômica e social dos países.
Logo após a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, o governo brasileiro convocou uma reunião ministerial de emergência para tratar da resposta política e dos impactos que a operação poderia causar no Brasil, considerando os mais de 2 mil quilômetros de fronteira com o país vizinho.
Com informações do G1