SOS Atafona faz ato público para reforçar a luta contra o avanço do mar
03/01/2026 12:50 - Atualizado em 03/01/2026 12:50
SOS Atafona faz ato público para reforçar a luta contra o avanço do mar
SOS Atafona faz ato público para reforçar a luta contra o avanço do mar / Foto: Divulgação

A Associação SOS Atafona realizou, na manhã deste sábado (3), um ato público com o objetivo reforçar a resistência da comunidade diante do avanço do mar. O encontro, que aconteceu na “Casinha Branca de janelas azuis”, um dos principais símbolos da erosão costeira que atinge a região há décadas, também foi convocado para homenagear Sônia Terra Ferreira, presidente da entidade por quase seis anos e que morreu em novembro deste ano, aos 81 anos, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). O movimento reuniu integrantes da associação, moradores e demais apoiadores da causa, que seguravam placas com as palavras “agilidade”, “compromisso”, “segurança, “preservação”, entre outras.
Soninha Ferreira
Soninha Ferreira / Foto: Parahybano


Segundo a diretora de relações institucionais da Associação SOS Atafona, Camila Hissa, a iniciativa busca criar um momento de reflexão coletiva e de cobrança por políticas públicas voltadas à mitigação dos impactos ambientais na região, além de encerrar o ano de 2025.


"A Casinha Branca é uma casa que o dono fez uma barreira com pedras e está resistindo até hoje. Por mais que o que ele fez não seja correto, isso deixa a mensagem que se algo for feito a gente consegue conter o avanço do mar, sim. Nos reunimos para poder mostrar que estamos cada vez mais unidos e para manter a nossa intenção e união de luta em 2026", explicou.

Emendas
Em novembro de 2025, o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos) destinou uma emenda no valor de R$ 500 mil para que a Universidade Federal Fluminense (UFF) realize Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTA) que sirva à elaboração de projeto para conter a erosão costeira na praia de Atafona, em São João da Barra. No mesmo mês, o senador Carlos Portinho (PL) destinou o valor de R$ 500 mil para a mesma finalidade. A previsão é de que os valores sejam depositados em 2026.

À época, Camila Hissa disse à Folha que o estudo sobre o avanço do mar custa em torno de R$ 1,8 milhão. A entidade está articulando o envio de mais recursos. "Esses R$ 500 mil são para compor junto aos outros R$ 500 mil destinados pelo Portinho. Aí já tem R$ 1 milhão. Ainda estão faltando R$ 800 mil, que a gente está articulando", afirmou Camila.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS